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domingo, 19 de fevereiro de 2012
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quinta-feira, 17 de março de 2011
Dicas Odontológicas Para Saxofonistas
Quando a boquilha é introduzida na boca ela gera um estímulo físico, estimulando as glândulas salivares a produzirem saliva. Com o passar do tempo essa salivação diminui (quem não se lembra de quando começou a tocar e babava como um boi). O que vale salientar é que a salivação varia de pessoa pra pessoa, ou seja, cada um apresenta um grau diferente de salivação (uns mais e outros menos). Outro fator importante é sobre o pH da saliva. O normal é um pH neutro (pH = 7,0), mas existem pessoas com saliva ácida (pH <> 7,0). O que isso quer dizer? É que a saliva ácida apresenta um poder de oxidação maior do que as outras. Pra saber qual o tipo de saliva o dentista faz um teste de pH, mas o mais simples é enxugar bem o sax internamente com o auxílio de algum tecido absorvente. Não pense que isso seja frescura! Fazendo isso você estará prolongando o tempo de vida do seu sax.
Da mesma forma ocorre com quem toca sax, após a fase de adaptação a “carga” pode ser aumentada. Essa dor ocorre pelo acúmulo de ácido lático na musculatura. Com o passar do tempo esse excesso é reabsorvido pelo organismo e a dor passa. Vale salientar que a musculatura precisa estar em constante exercício, para que não volte o acúmulo do ácido lático. Por isso, uma dica pra quem está começando é treinar essa musculatura quando não está tocando, fazendo movimentos repetitivos como se estivesse fazendo “bico” (essas repetições devem ser feitas até a pessoa sentir o começo da fadiga, descanse um período e volte a fazer esse exercício).
A constante vibração sobre os dentes pode causar : mobilidade dental, trincas no esmalte (podendo aumentar até atingir a dentina), inflamação do canal (tendo que ser feito o tratamento de canal, enfraquecendo o dente)... Estou certo de que ninguém quer ter algumas dessas complicações nos dentes ! Por isso, meu caro colega saxofonista, não deixe de cuidar de seus dentes e de usar os protetores. Outros casos que tem incomodado alguns músicos são problemas com dentes desalinhados, alguns mais altos e dos dentes inferiores terem a borda fina (o que machucam demais a parte interna do lábio inferior). No caso de dentes desalinhados o mais indicado é a correção ortodôntica (aparelhos também interferem no desempenho, mas é passageiro) ; no caso de algum dente inferior ser mais alto que os demais; o procedimento mais indicado é o uso de uma pequena e fina placa de silicone encaixada somente nos dentes da frente (essa plaquinha é indicada também para dentes com a borda fina) e para os dentes superiores é usada uma placa semelhante mas de resina. Essas placas são feitas por dentistas (já fiz várias e o resultado é ótimo) e não interferem no som , desde que sejam feitas por profissionais.
Não faça como um colega nosso que relatou no fórum que foi ao dentista para lixar os dentes deixando-os nivelados (o pior foi o dentista ter cometido esse absurdo). Como sou dentista e saxofonista já tenho a prática de como essas placas tem que ficar para não interferir no som, mas ao mesmo tempo solucionem o problema.
Dr. Fabio de Sousa Lima
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Como escolher um Saxofone
O sax sempre foi um instrumento elitizado. Um sonho de consumo que permitiria chegar a forma de expressão artística mais fascinantemente encantadora, além de ser extremamente charmoso, e por conseguinte, sinônimo de “status”. Os grandes fabricantes do início do séc. XX fizeram deste período o mais criativo, requintado e o mais importante da história na sua produção. Compunham uma miscelânia de obra de arte e jóia preciosa que ajudou a perpetuar o desejo insaciável por este instrumento.
A produção de saxofones é históricamente reconhecida e imortalizada pelos franceses com o SELMER, criando o mito à partir da década de 30 com o Balanced Action até a década de 70 com o Mark VII, passando por vários modelos e inovações mecânicas e ergonômicas. Anteriormente, com os americanos, CONN, BUESCHER, KING e MARTIN; posteriormente com os alemãs B&S e JULIUS KEILWERTH, e os japoneses YAMAHA e YANAGUISAWA.
Hoje, o mercado nacional é dominado pela Yamaha, líder absoluta na preferência dos jovens consumidores, por dispor todo seu “Know How” a favor de um excepcional aproveitamento didático. Seguida de perto pela JUPITER (Taiwan), ainda com muitos modelos e séries desconhecidos dos brasileiros, mas com excelentes resultados no mercado. Porém, quem realmente fez a diferença no nosso mercado (bem no início do século XXI) derrubando os preços, foi a febre invasora de instrumentos de sopro chineses, os pejorativamente chamados “CHING LING”, por não terem nenhum compromisso eminente com o alto padrão de qualidade exigida nos conservatórios e universidades, nem com as mínimas necessidades dos estudantes_ como boa sonoridade e projeção, afinação e ergonomia.
Então, dentro desta diversidade, como proceder para escolher o seu primeiro saxofone?
1. Decida o valor máximo do seu investimento_ Este número incidirá entre R$1.000,00 e R$5.000,00 aproximadamente, se for um sax alto (este é didáticamente aconselhável); os tenores e sopranos dentro de uma mesma marca e modelo, são mais caros e impõem um pouco mais de dificuldade aos seus estudos;
2. Escolha uma marca com o melhor histórico de aceitação_ Pesquise bastante, converse com profissionais e/ou estudantes experientes;
3. Faça uma compra racional_ Entenda que na compra de um sax dentro do que apresentam-lhes como sendo um “BOM CUSTO-BENEFÍCIO”, (que já virou lugar comum) a perda do seu investimento é instantânea e substancial;
4. Observe aspectos como:
4.1. A Regulagem_
- Ergonomia (Qual o sax mais confortável? Compare! Analise alturas de chaves, o peso das molas, a resposta mecânica e ângulo de abertura do todel);
- Mecanismos com dois tempos, movimentos seccionados são frequêntes?
- Existem degraus entre chaves (comuns entre: Dó3/Ré#3, Si4/Fá5 frontal e Sib2/Si2/Dó#3/Sol#3e4);
4.2. Vazamentos_ no caso de instrumentos novos, podem ser causados por bocas amassadas, sapatilhas mal colocadas e qualquer chave, haste ou coluna fora de lugar, considere até falhas como campana torta, etc.
4.3. Sonoridade e Projeção_ É importante ouvir o instrumento, avaliar seu timbre e como é lançado este som, qual o seu alcance; análogamente, projeta em IR (som direto de pouco alcance) ou como Bluetooth, uma projeção que envolve todo o ambiente?
4.4. Acabamento_ Inclui uma análise dos pontos de solda, da ressistência estrutural e da cor do seu futuro instrumento. Podem ser laqueados, niquelados, dourados, prateados ou coloridos; prefira o que envolvem metais nobres, isto valoriza seu sax, sonora e monetáriamente.
4.5. Recursos_ Refiro-me a opções de digitação que lhes proporcionarão mais conforto e principalmente mais velocidade; são estas, partes integrantes da grande maioria das linhas de produção: o Fà Sustenido da 3a. oitava (F#5), o Fá frontal (F5_ localiza-se ligeiramente acima da chave do Si3/Si4), Si Benol na mão esquerda (Sib LH), Sol Sustenido articulado (este pode ser acionado também por qualquer outra chave_ B2, Bb2 e C#3_ que compõe um conjunto de mecanismos chamado mesa.
A aquisição de um saxofone deve ser orientada, mais pela razão do que simplesmente pelo calor da emoção no momento da escolha do seu primeiro instrumento.
- Pareço gélido e sem coração ao transmitir-lhes isso, mas pense no seu futuro como instrumentista, você merece o melhor desde o início de sua carreira; e definitivamente você não tem que tocar o suficiente para adquirir o sax do seu sonho, ele é quem te conduzirá ao sucesso!
Faça uma boa escolha e até a próxima.